domingo, 9 de setembro de 2012

COMO SE ESTIVESSEM EM CASA



          Pesquisa inédita sobre os asilos brasileiros mostra que, ao contrário do que diz o senso comum, essas instituições podem melhorar a qualidade de vida dos idosos, independentemente da classe social

Revista Istoé 
Qual é a saída mais adequada quando a família não dá conta de cuidar sozinha de seu idoso? E quando o idoso não tem família ou não construiu relações sólidas no decorrer da vida? O envelhecimento é uma das maiores conquistas da humanidade e como tal deve ser tratado. O crescimento da proporção de idosos é resultado da combinação de dois fatores: queda da fecundidade e ampliação da longevidade. Somente nos últimos 30 anos, a expectativa de vida aumentou, em média, 10 anos no Brasil. E a quantidade de filhos por mulher caiu pela metade – hoje é de 1,8 filho. Em 1950, o País era o 16º do mundo em número de velhos. As projeções indicam que, até 2025, será o sexto. Por volta de 2035, haverá mais idosos do que crianças e adolescentes.
PARCERIA
Cada vez mais as famílias brasileiras vão precisar destas Instituições
O processo de envelhecimento está mais avançado nos países ricos, mas tem se dado de forma mais acelerada nos territórios em desenvolvimento. Enquanto a França demorou 115 anos e a Bélgica levou um século para dobrar a proporção de velhos, o Brasil passará por fenômeno semelhante em duas décadas. Para cada grupo de 100 brasileiros, há dez com 60 anos ou mais atualmente. Haverá 19 em 2030 e 30 em 2050. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 25% das famílias já têm um idoso em casa. Histórias felizes vividas em instituições têm sido ouvidas com mais frequência e mostram, assim como os números, o surgimento de um novo cenário para os mais velhos......